Regulação
Cortes de geração crescem e o MME regulamenta a compensação às usinas
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Entre 1º de janeiro e 30 de abril de 2026, o volume médio de geração cortada no Brasil chegou a 2.843 MW, o equivalente a 17,2% de tudo o que as usinas afetadas poderiam ter produzido. Diante do agravamento, o Ministério de Minas e Energia publicou a Portaria 140, que regulamenta como essas usinas serão compensadas.
Em resumo: quando a rede de transmissão não dá conta de escoar toda a energia gerada, o Operador Nacional do Sistema manda usinas reduzirem a produção. Isso se chama curtailment, e virou o principal problema financeiro das grandes usinas solares e eólicas.
O tamanho do problema
Os 2.843 MW médios cortados no primeiro quadrimestre de 2026 representam piora em relação aos períodos anteriores. O efeito se concentra nas regiões com maior concentração de geração renovável, justamente onde mais se investiu nos últimos anos.
Para o dono da usina, o corte significa energia que poderia ter sido vendida e não foi. É esse buraco que a regulamentação agora tenta endereçar.
O que a Portaria 140 define
A portaria estabelece os procedimentos para a celebração do Termo de Compromisso que dá acesso à compensação financeira. Os principais pontos:
- Período coberto: cortes ocorridos entre 1º de setembro de 2023 e 25 de novembro de 2025.
- O que entra: cortes classificados como indisponibilidade externa ou como confiabilidade elétrica.
- O que fica de fora: cortes motivados por sobreoferta de energia foram expressamente excluídos da compensação.
- Como se habilitar: manifestação prévia de interesse ao MME em formato padronizado, seguida da entrega de documentação à CCEE no prazo de dez dias contados da convocação.
Cabe ao Operador Nacional do Sistema avaliar e classificar os eventos em janelas horárias. Os agentes podem apresentar dados atualizados e contestar o resultado da classificação.
Por que isso aparece na conta de todo mundo
O curtailment é apontado pela ABSOLAR como o principal freio à expansão das grandes usinas solares em 2026. Quando o risco de corte aumenta, o custo de financiar novos projetos sobe junto, e parte disso acaba refletida no preço da energia contratada.
Para o consumidor que gera a própria energia no telhado, o efeito é indireto: o problema é de escoamento em linhas de transmissão de alta tensão, e não da geração distribuída conectada na rede local.
Fontes
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