Solar responde por quase metade da expansão da matriz elétrica em 2026

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Aerogeradores, painéis solares, hidrelétrica e torres de transmissão ao entardecer, com o mapa do Brasil iluminado e um gráfico de barras em alta

A Agência Nacional de Energia Elétrica projeta que a matriz elétrica brasileira ganhe 9,1 GW de nova capacidade ao longo de 2026. A maior fatia isolada é da energia solar em usinas de grande porte, que deve somar 4,56 GW no ano, praticamente metade de toda a expansão prevista.

Em resumo: depois de um 2025 mais fraco, a solar volta a acelerar em 2026, enquanto a eólica desacelera. O crescimento previsto para a fonte é 61,7% maior do que o registrado no ano passado.

O número por trás da projeção

Em 2025 a geração solar centralizada cresceu 2,82 GW. A projeção da ANEEL para 2026, de 4,56 GW, representa um avanço de 61,7% sobre aquele patamar. É uma retomada de ritmo em um segmento que vinha perdendo fôlego e que volta a puxar a expansão da oferta de energia no país.

A leitura da agência é que a solar assume em 2026 o papel que a eólica ocupou nos anos anteriores. A fonte eólica, no mesmo período, aparece em desaceleração.

A geração distribuída segue firme

O número da ANEEL trata das usinas conectadas ao sistema interligado. Em paralelo existe o mercado de quem gera a própria energia no telhado, na área rural ou no terreno da empresa, a chamada geração distribuída.

A Associação Brasileira de Geração Distribuída projeta a adição de 6,5 GW nesse segmento ao longo de 2026. Somados, os dois movimentos mostram um setor que continua crescendo por dois caminhos diferentes ao mesmo tempo.

Os gargalos que o setor discute

A expansão não vem sem atrito. Dois pontos concentram o debate no setor elétrico neste ano:

  • Inversão de fluxo na geração distribuída. Em algumas regiões há tantos sistemas gerando ao mesmo tempo que a energia passa a correr no sentido contrário ao que a rede foi projetada para suportar.
  • Cortes de geração nas usinas de grande porte. Conhecidos como curtailment, são determinados pelo Operador Nacional do Sistema quando a transmissão disponível não dá conta de escoar tudo o que está sendo gerado.

Os dois casos apontam para a mesma raiz: em determinados momentos, a capacidade de gerar já supera a infraestrutura de transmissão instalada no país.

Fontes

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